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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

EM QUALQUER CIRCUSTÂNCIA

Por  todo amor que me deste,
por toda a paz que em ti encontro
e por toda graça que recebi.

Porque  me tiraste do império das sombras,
e quebraste os grilhões que prendiam minha alma,
e porque me chamaste de filho,
eu só posso dizer: Te amo.

E  ainda que haja lutas,
e as tribulações se multipliquem.
Ainda  que o sol negue a sua luz,
e as trevas se levantem contra mim.
Ainda  que meu coração não veja esperança,
e os meus lábios não tenham motivo para cantar,
ainda que meus olhos estejam cansados de chorar,
meu espírito ainda dirá: Te amo.

E  porque te amo é que te louvo,
não apenas com uma miríade de palavras vãs,
não apenas com uma sinfonia de notas vazias,
mas em cada gesto, e a cada instante,
da minha vida.

Pois  mesmo que a minha voz ecoe solitária,
e não haja rima na poesia,
mesmo que as palavras me fujam a memória,
e eu esqueça a melodia.

Minhas  obras soarão como música,
e minha vida será um louvor perpétuo.

Autor: Eduardo Müller Reck

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