Sem esperar um futuro pessoas morreram em seus vazios
E choraram em seus prantos
Esqueceram da vida fingida e da ilusão
Nada podiam fazer em seus espaços pequenos de si
Clamaram, mas além de dor, nada sentiram
Em êxtase gritavam e nada se ouvia
Foi o fim do imaginável, o início do imprevisto
Profecias aclamaram o que viria
E eles esqueceram ou lembraram (quem sabe?) do que alguém os avisara
Desesperados em seus mundos de tormento buscaram socorro
Entretanto, mais ninguém podia lhes estender a mão
Em sufoco roíam-se e o que sobrara de amor se apagou
Em meio ao descontrole, somente pensavam que tudo poderia ser diferente
Ah, este pesadelo nunca acabará...
Onde isto os levará?
Se tivessem dado compreensão ao que os loucos diziam...
"E onde estão eles?", perguntavam-se
E uma voz rouca, forte e sátira lhes gemeu:
"No paraíso com Deus".
Autora: Renata Cacílias
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